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Miguel Torga

Miguel Torga patrono da escola e do agrupamento é o pseudónimo literário de Adolfo Correia Rocha que nasceu a 12 de agosto de 1907, em S. Martinho da Anta, (Vila Real, Trás-os-Montes) e faleceu a 17 de janeiro de 1995, em Coimbra.

O modo desenvolto como fez a instrução primária salvou-o de herdar a profissão dos pais, gente rural, sem, no entanto, esquecer essa marca e referência. Segundo as suas próprias palavras, “(…) para não ficar na terra a cavar fiz coisas do arco da velha(…). Fui para o Porto servir, estive num seminário, fui aos treze anos para o Brasil, trabalhar numa roça, capinei café, fui cowboy de vacas e toiros e, inclusivamente, fui caçador de cobras”. Tudo porque o professor que teve não o deixou ficar na terra e deu-lhe o vírus da cultura, “(…) ensinou-me a situar-me na vida e culturalmente.”

Passou algum tempo da sua juventude no Brasil, de onde regressou em 1925. Formou-se na Faculdade de Medicina de Coimbra, tendo, nesta cidade, exercido a profissão de médico ao longo de toda a sua vida.

Em 1934, um ano depois de começar a exercer medicina, assina pela primeira vez com o nome de Miguel Torga. Poeta cidadão, no dizer de Manuel Alegre, e ilustre escritor, dedicou-se a vários géneros literários: poesia, contos, ensaios e algumas peças de teatro. Na sua obra, destacam-se: Os Bichos, Os Contos da Montanha, Os Novos Contos da Montanha, O Cântico do Homem, Odes e Libertação, obras que fazem parte dos curricula nacionais.

Sempre ligado à sua terra natal, à sua Pátria, a sua poesia reflete as apreensões, esperanças e angústias do seu tempo.

Ao longo de toda a vida escreveu quinze livros de poemas, dezassete de prosa vária, quatro de teatro e dezasseis de Diário, obras que foram reeditadas e traduzidas em 16 línguas. O seu último texto, publicado no XVI volume do Diário, é o poema “Requiem por mim” e é a sua despedida dos leitores.

Desde 1960 que o seu nome é citado no mundo para prémio Nobel de literatura, prémio que não chegou a receber.

Manteve até ao fim a atitude irredutível de não se comprometer com tudo o que negasse a liberdade e a justiça. Por elas, viu textos censurados, livros apreendidos e esteve preso na cadeia do Aljube. O Quarto Dia da Criação do Mundo, por exemplo, foi apreendido pela polícia política e permaneceu “clandestino” durante mais de 30 anos. Essa palavra liberdade, afinal, “tanto pode ser articulada, a branda carícia de um sussurro de confiança e de paz como um desabrido grito de desespero e de guerra.”

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